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Quando a azia deixa de ser normal? Saiba quando procurar um gastroenterologista

  • há 9 horas
  • 3 min de leitura

A azia é uma queixa bastante comum. Aquela sensação de queimação no peito ou na parte superior do abdômen, especialmente depois de uma refeição, pode acontecer ocasionalmente e nem sempre significa que existe um problema de saúde.



Porém, quando a azia começa a aparecer com frequência, interfere na rotina ou vem acompanhada de outros sintomas, é importante ficar atento. Nesses casos, ela pode estar relacionada ao refluxo gastroesofágico ou a outras condições que precisam de avaliação médica.


O que é a azia?

A azia é uma sensação de queimação que geralmente ocorre na região do peito, podendo subir em direção à garganta. Ela acontece quando o conteúdo ácido do estômago retorna para o esôfago, causando irritação. Esse retorno é chamado de refluxo gastroesofágico. Em algumas pessoas, ele pode acontecer ocasionalmente, principalmente após refeições volumosas, consumo de determinados alimentos ou ao se deitar logo depois de comer. Quando os episódios são frequentes, entretanto, podem indicar a presença da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE).


Afinal, quando a azia deixa de ser normal?

Não existe uma frequência única que determine, sozinha, quando a azia é preocupante. O mais importante é observar a frequência, intensidade e duração dos sintomas, além do impacto que eles causam no dia a dia. É recomendável procurar um gastroenterologista quando: a azia acontece com frequência. Se a queimação aparece repetidamente, principalmente várias vezes ao longo da semana, é importante investigar a causa em vez de simplesmente tentar controlar os sintomas por conta própria.


A azia atrapalha o sono

Acordar durante a noite com queimação, gosto ácido na boca ou sensação de líquido voltando para a garganta pode estar relacionado ao refluxo e merece avaliação.


Os sintomas não melhoram

Quando mudanças nos hábitos alimentares e medidas simples não são suficientes para controlar a azia, pode ser necessário investigar o que está provocando o problema e definir o tratamento mais adequado.



É necessário usar medicamentos com frequência

Recorrer frequentemente a antiácidos ou outros medicamentos para conseguir controlar a azia não deve ser uma solução permanente sem orientação médica. O uso repetido pode aliviar o sintoma sem tratar sua causa.


A azia vem acompanhada de outros sintomas

Além da queimação, algumas pessoas apresentam regurgitação, gosto amargo ou ácido na boca, tosse persistente, rouquidão, sensação de algo parado na garganta ou dificuldade para engolir. Esses sinais devem ser comunicados ao gastroenterologista.


Existem sinais de alerta?

Sim. Algumas manifestações exigem atenção especial e podem indicar a necessidade de uma avaliação médica mais rápida. Procure atendimento médico se a azia estiver acompanhada de:

  • dificuldade ou dor para engolir;

  • vômitos persistentes;

  • perda de peso sem explicação;

  • sangramento digestivo ou fezes muito escuras;

  • anemia sem causa esclarecida;

  • dor no peito intensa ou diferente do habitual.

Importante: dor no peito não deve ser automaticamente atribuída à azia. Quando a dor é intensa, especialmente se vier acompanhada de falta de ar, suor frio, tontura, náusea ou dor irradiada para braço, mandíbula ou costas, é necessário procurar atendimento de urgência para descartar causas cardíacas.


O que pode piorar a azia?

Alguns hábitos podem favorecer o refluxo e aumentar os episódios de azia. Entre eles estão:

  • fazer refeições muito grandes;

  • deitar logo após comer;

  • comer muito próximo do horário de dormir;

  • excesso de alimentos gordurosos;

  • consumo de álcool;

  • tabagismo;

  • excesso de peso;

  • alguns alimentos ou bebidas que, individualmente, desencadeiam sintomas, como bebidas que contém cafeína, ou refrigerantes.

É importante lembrar que os gatilhos podem variar de pessoa para pessoa. Por isso, não é necessário retirar diversos alimentos da alimentação sem que exista uma relação clara entre determinado alimento e os sintomas.



Como o gastroenterologista pode ajudar?

A avaliação começa com uma conversa detalhada sobre os sintomas, sua frequência, intensidade, relação com as refeições e hábitos de vida. Dependendo do quadro, o médico pode solicitar exames, como a endoscopia digestiva alta, ou outros exames específicos para avaliar o refluxo e investigar possíveis alterações no esôfago e no estômago. O tratamento também depende da causa e da intensidade dos sintomas.


Em alguns casos, mudanças nos hábitos são suficientes para melhorar o quadro. Em outros, pode ser necessário utilizar medicamentos por um período determinado e com acompanhamento médico.


Não normalize a azia frequente

Ter azia ocasionalmente pode acontecer, mas conviver constantemente com queimação, adaptar toda a rotina por causa dos sintomas ou depender frequentemente de medicamentos para conseguir alívio não deve ser considerado normal. Identificar a causa é importante não apenas para aliviar o desconforto, mas também para evitar que uma condição que precisa de acompanhamento permaneça sem tratamento.

Se a azia é frequente, intensa ou está acompanhada de outros sintomas, procure um gastroenterologista. A avaliação adequada é o primeiro passo para entender o que está acontecendo e escolher o tratamento mais seguro e eficaz para cada caso.

 
 
 

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©2022 por Dr. Gustavo Drügg Hahn Gastroenterologista e Endoscopista Digestivo CRM-RS 39622  RQE 35055 e 36156

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