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Emagrecendo de forma saudável: qual é o papel do Mounjaro e do Ozempic?

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura


Nos últimos anos, medicamentos como Mounjaro (tirzepatida) e Ozempic (semaglutida) ganharam grande destaque no tratamento da obesidade e do excesso de peso. Apesar dos resultados expressivos na perda de peso, é importante entender que essas medicações não fazem milagres e devem fazer parte de um plano completo de emagrecimento, sempre acompanhado por um médico.




O que é um emagrecimento saudável?

Emagrecer de forma saudável significa perder gordura corporal preservando a massa muscular, melhorando a saúde metabólica e criando hábitos que possam ser mantidos a longo prazo.

Mais do que ver o número da balança diminuir, o objetivo é reduzir o risco de doenças como:

  • Diabetes tipo 2;

  • Hipertensão arterial;

  • Doença hepática gordurosa (esteatose hepática);

  • Apneia do sono;

  • Doenças cardiovasculares;

  • Alguns tipos de câncer relacionados à obesidade.


Para isso, é fundamental investir em:

  • Alimentação equilibrada;

  • Atividade física regular;

  • Sono de qualidade;

  • Controle do estresse;

  • Acompanhamento médico e nutricional.



Como agem o Ozempic e o Mounjaro?

O Ozempic contém semaglutida, enquanto o Mounjaro contém tirzepatida. Esses medicamentos atuam em hormônios naturais produzidos pelo intestino após as refeições, responsáveis por regular a fome, promover saciedade e auxiliar no controle da glicemia. Entre seus principais efeitos estão:


  • redução do apetite;

  • aumento da sensação de saciedade;

  • esvaziamento mais lento do estômago;

  • melhora do controle da glicose;

  • redução da ingestão calórica.


A tirzepatida possui um mecanismo de ação ainda mais amplo, atuando em dois receptores hormonais (GIP e GLP-1), o que pode proporcionar uma perda de peso mais significativa em alguns pacientes.


Esses medicamentos são indicados para qualquer pessoa?

Não. O uso deve ser individualizado e prescrito após avaliação médica.

Em geral, podem ser indicados para pessoas com:

  • obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²);

  • sobrepeso (IMC ≥ 27 kg/m²) associado a doenças relacionadas ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão ou apneia do sono.

Utilizar essas medicações apenas por motivos estéticos, sem avaliação médica, pode trazer riscos e resultados insatisfatórios.


Quais são os efeitos colaterais mais comuns?

Como atuam diretamente no sistema digestivo, é comum que alguns pacientes apresentem sintomas gastrointestinais, especialmente no início do tratamento.

Os efeitos mais frequentes incluem:

  • náuseas;

  • sensação de estômago cheio;

  • refluxo;

  • azia;

  • constipação intestinal;

  • diarreia;

  • vômitos em alguns casos.

Na maioria das vezes, esses sintomas são temporários e tendem a diminuir conforme o organismo se adapta à medicação.


O acompanhamento com o

gastroenterologista faz diferença?

Sim. O gastroenterologista pode avaliar possíveis doenças digestivas antes do início do tratamento, orientar estratégias para reduzir os efeitos colaterais e investigar sintomas persistentes que não devem ser considerados "normais". Além disso, pacientes que apresentam refluxo, gastrite, constipação crônica, síndrome do intestino irritável ou doença hepática gordurosa podem precisar de um acompanhamento ainda mais cuidadoso.


O medicamento sozinho é suficiente?

Não. Embora os resultados sejam bastante positivos, os melhores desfechos acontecem quando o tratamento é associado a mudanças no estilo de vida. A alimentação adequada continua sendo indispensável para fornecer vitaminas, proteínas e fibras necessárias durante a perda de peso. Da mesma forma, a prática regular de exercícios físicos ajuda a preservar a massa muscular, melhora o metabolismo e reduz as chances de recuperar o peso após o término do tratamento.


Quando procurar um médico?

Procure avaliação médica antes de iniciar qualquer medicamento para emagrecimento. Também é importante buscar orientação caso ocorram sintomas intensos, como dor abdominal persistente, vômitos frequentes, desidratação ou dificuldade para se alimentar. Cada organismo responde de maneira diferente, e um tratamento seguro deve sempre considerar o histórico de saúde, os objetivos do paciente e possíveis contraindicações.


Conclusão

Medicamentos como Ozempic e Mounjaro (tirzepatida) representam um importante avanço no tratamento da obesidade e podem trazer benefícios significativos quando utilizados de forma correta.

No entanto, eles não substituem hábitos saudáveis nem o acompanhamento médico. O emagrecimento sustentável depende de uma abordagem completa, individualizada e baseada em evidências, visando não apenas a perda de peso, mas também a melhora da saúde e da qualidade de vida.

 
 
 

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©2022 por Dr. Gustavo Drügg Hahn Gastroenterologista e Endoscopista Digestivo CRM-RS 39622  RQE 35055 e 36156

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