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Intestino preso: quando a constipação precisa de investigação?

há 11 minutos
2 min de leitura


A constipação intestinal, popularmente conhecida como “intestino preso”, é uma queixa bastante comum. Ela pode se manifestar pela redução da frequência das evacuações, fezes endurecidas, esforço excessivo para evacuar ou sensação de que o intestino não esvaziou completamente.



Em muitos casos, episódios ocasionais estão relacionados a mudanças na rotina, alimentação com poucas fibras, baixa ingestão de líquidos, sedentarismo, estresse ou até ao hábito de adiar a ida ao banheiro. Quando o problema se torna frequente ou persistente, porém, é importante investigar suas possíveis causas.


Quando o intestino preso merece atenção?

A frequência das evacuações varia de pessoa para pessoa. Por isso, mais importante do que simplesmente contar quantas vezes alguém vai ao banheiro é observar mudanças no padrão habitual e a presença de outros sintomas.

A avaliação médica é especialmente importante quando a constipação surge de forma recente sem uma causa aparente, persiste por várias semanas, piora progressivamente ou interfere significativamente na rotina.

Alguns sinais também merecem atenção, como:

  • presença de sangue nas fezes;

  • perda de peso sem explicação;

  • dor abdominal persistente ou intensa;

  • distensão abdominal importante;

  • anemia;

  • vômitos;

  • alteração recente e persistente do hábito intestinal;

  • histórico familiar relevante de câncer colorretal ou outras doenças intestinais.



O que pode causar constipação?

Nem sempre o problema está relacionado apenas à alimentação. Alguns medicamentos podem favorecer a constipação, assim como alterações hormonais, metabólicas, neurológicas ou do funcionamento dos músculos envolvidos na evacuação.



Em outros casos, pode haver alterações estruturais ou doenças do trato gastrointestinal que precisam ser descartadas. Por isso, o uso frequente de laxantes por conta própria pode mascarar o problema e não substitui uma avaliação adequada.


Como é feita a investigação?

A investigação depende da idade, do histórico clínico, dos sintomas apresentados e da presença de sinais de alerta. O médico pode avaliar hábitos alimentares, consumo de água, uso de medicamentos e características das evacuações. Quando necessário, exames laboratoriais ou específicos do trato gastrointestinal podem ser solicitados. A colonoscopia, por exemplo, pode fazer parte da investigação em situações selecionadas, mas não é necessária para todas as pessoas que apresentam constipação.


Não normalize um sintoma persistente

Ter o intestino preso ocasionalmente é diferente de conviver constantemente com dificuldade para evacuar. Se houve uma mudança importante no funcionamento do seu intestino ou se a constipação permanece mesmo após mudanças de hábitos, procure avaliação médica.

O intestino também dá sinais quando algo não está funcionando como deveria. Investigar a causa permite direcionar o tratamento e evitar o uso de soluções que apenas aliviam temporariamente os sintomas.

 
 
 

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©2022 por Dr. Gustavo Drügg Hahn Gastroenterologista e Endoscopista Digestivo CRM-RS 39622  RQE 35055 e 36156

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